sexta-feira, 10 de outubro de 2008

iMPROVISO

Em esquemas improvisados calei fundo a razão
soltei gotas de pétalas estendidas neste chão
voei por entre algodão doce
planei ao redor de ti
quis fundar o destino sem consagração
ampliei fotocópias de escritos de amor
fiz com que se espalhassem no vento
vi pessoas a recolherem as folhas
algumas delas entenderam o meu tormento
pois,eu sei
tu não estás aqui
pois,eu sei
que te espero
sentei-me num banco de madeira
descalço sapatos vermelhos
pois,eu sei
tu não estás aqui
pois,eu sei que te espero...
aqui!
fechei-me numa caixa sem saída
perdi-me nos labirintos
mas corri feliz entre folhas de outono
em ruas transversais a ti
outras serão paralelas,eu sei
futurismos de uma fuga
mas a porta de saida ali está
pois,eu sei que te espero
aqui!

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