domingo, 4 de maio de 2008

Caminhei durante dias inteiros de vinte e quatro horas cada um
caminhei pela areia escaldante descalça de mim
os meus pés desobedeciam-me e iam para onde eu não queria ir
queria parar um pouco e curar as bolhas nos dedos

as minhas pernas estão,incrivelmente,cansadas
com um peso de mais de 100 quilos em cada uma delas
os meus braços balançam desajeitados
as mãos marcam compasso incerto do andar fraco e hostil

queria chegar a esse lugar
onde estás tu inerte e fugaz
queria chegar e sentar-me numa estrela
o meu caminho está ainda meio
falta a outra parte
faltas-me tu

1 comentário:

Anónimo disse...

e no mar onde vagueio...na areia escrevo o que demora a dar...impaciente o amor nao tem piada....amar sem impaciencia...sim...sem tempo marcado....beijo!!!es anjo!!sim es anjo!!!