quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Florbela Espanca

A vida

É vão o amor, o ódio, ou o desdém;
Inútil o desejo e o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés de alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!

Todos somos no mundo >,
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo de onde vem!

A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...

Amar-te a vida inteira eu não podia.
A gente esquece sempre o bem de um dia.
Que queres, meu Amor, se é isto a vida!

1 comentário:

oskar disse...

sabes que me leio muito na poesia dela...um estranho dirigir de palavras tao definidas ...sei que tds nos nos revemos num texto desde que o saibamos sentir e ler...aproveito para te dizer...
quao sorte a minha ter sido alumiado pela tua luz...tao perto estou de me incendiar ...vulcao de expressoes enraizadas em mim...acordam e vagueiam...ai mentes que me endoidecem num simples olhar...os teus contrastes servem a minha a minha luta no escuro...ai que anjo este que traz no seu ser a minha essencia...vai e nao te esquecas...nao desaparecas...