Num fim de tarde do mês de Setembro, num canavial que fica defronte à praia e de frente para a Ilha do Pessegueiro um homem jaz, atado de mãos e de pés,nu,assassinado.
Chamava-se José,estava com o rosto negro de carvão e de corpo feito em cinza.
Uma marca se distinguia do negro,a sua tatuagem no ombro direito.
Os seus sapatos postos num canto arrumados e intactos,a sua camisa pendurada numa cana cortada como se fosse nova e as suas calças ondulavam lá em baixo nas ondas que banhavam a praia,entrelaçavam as pernas no mar inquieto.
Na mão José segurava uma carta que dizia:
"No meu corpo a solução,na minha vida o fim do mistério".
A praia era deserta naquela hora,estava fresco.
A maré era cheia e a areia mal aparecia.
No horizonte um pôr-do-sol magnífico prateava o mar,no horizonte a ilha.
Uma mulher estava no forte construído por piratas.
Vestia-se de branco puro e tinha na cabeça uma coroa de flores igualmente brancas,seus cabelos longos tocavam a cintura e tinham jeito ondulado.
Leonor,era assim que se chamava,era tão branca que parecia nunca ter apanhado sol no rosto.
Apenas os seus lábios rosados se distinguiam de tão pálida tez.
continua...
Inês Leal
(nota:esta história é puramente ficção tendo apenas o cenário como realidade)
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