sábado, 24 de novembro de 2007


Princesa Desalento

Minh'alma é a Princesa Desalento,
Como um Poeta lhe chamou, um dia.
É magoada, e pálida, e sombria,
Como soluços trágicos do vento!

É fágil como o sonho dum momento;
Soturna como preces de agonia,
Vive do riso duma boca fria:
Minh'alma é a Princesa Desalento...

Altas horas da noite ela vagueia...
E ao luar suavíssimo, que anseia,
Põe-se a falar de tanta coisa morta!

O luar ouve minh'alma, ajoelhado,
E vai traçar, fantástico e gelado,
A sombra duma cruz à tua porta...

Florbela Espanca

2 comentários:

oskar disse...

entretanto a vida constroi-se...
os alicerces onde nos apoiamos durante o dia nem sempre nos acompanham na noite...gente ainda sem nome ....mas que importa a toda a gente...gosto de ler ...florbela espanca escreveu e represas cantou...ser poeta e ser mais alto...e ser maior que os homens...amo essa musica...ate nem sou grande fa dos trovante mas esta e linda---beijo ...

oskar disse...

ola...nao sei se compreendi o motivo...mas nao tenho que comentar...beijo em ti...apetece-me extravasar...talvez saia alguma loucura hoje...ainda estas por aqui?