sábado, 17 de novembro de 2007

Pablo Neruda

Os teus pés

Quando não te posso contemplar
Contemplo os teus pés.

Teus pés de osso arqueado,
Teus pequenos pés duros,

Eu sei que te sustentam
E que teu doce peso
Sobre eles se ergue.

Tua cintura e teus seios,
A duplicada purpura
Dos teus mamilos,
A caixa dos teus olhos
Que há pouco levantaram voo,
A larga boca de fruta,
Tua rubra cabeleira,
Pequena torre minha.

Mas se amo os teus pés
É só porque andaram
Sobre a terra e sobre
O vento e sobre a água,
Até me encontrarem.

2 comentários:

oskar disse...

opa...logo neruda...
procurei uma flor ...
encontrei um botao de rosa...
pujante...formosa...abriu...~
em carinho vesti a volta dos seus seis rasgos...carinho...pureza...
sensibilidade...tudo que me faz sorrir...pintei-a nos meus tons...
para que quando o seu dia chegasse...teria algo que me lembrasse...

oskar disse...

grazie...mas sempre que te leio..inspiras..algo...nao sao os comentarios..sao os textos...ate depois...